Kintsugi ou kintsukuroi pode ser traduzido como “emenda ou reparo de ouro”.
Na cultura japonesa, a técnica é utilizada para reparar peças de cerâmica com o uso de uma laca especial e ouro, platina ou prata.
As partes que foram quebradas ganham um novo visual, destacando uma beleza inédita: a da imperfeição.
Além de restaurar aquilo que foi quebrado e poderia ser descartado, a técnica propõe um novo significado para a peça, transformando-a em algo belo e aceito, com todas as suas imperfeições.
O kintsugi apoia-se no wabi-sabi, corrente estética japonesa que abraça a transitoriedade e a imperfeição como ideais do belo.
Sen no Rikyu foi um monge japonês e grande mestre na arte do chá (chado ou chanoyu). Iniciado no chado ainda pequeno, aos 15 anos já era considerado um mestre. Trouxe para a cerimônia do chá os princípios do wabi-sabi.
O wabi-cha criado por ele propunha o uso de objetos simples e cotidianos no lugar de louças caras e outros requintes muito comuns no Japão feudal.
Texto de: Maria Paula Myobun.